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Distrito Federal terá campanha de prevenção ao suicídio LGBT

Distrito Federal publicou no Diário Oficial do dia 8 deste mês a sanção da Lei No 6.356/2019, que institui campanha de prevenção ao suicídio da população LGBTQI+. A nova norma determina que palestras, debates, propagandas publicitárias e folhetos informativos incluam conteúdo dirigido às pessoas LGBTQI+ nas ações da Semana Distrital de Valorização da Vida (garantida pela Lei nº 5.611/ 2016).

De acordo com o deputado Distrital Fábio Felix, autor da medida, “são necessárias ações específicas de prevenção ao suicídio LGBTQI+, assim como é urgente a formulação de políticas públicas direcionadas para as demandas dessa comunidade, que sofre com a exclusão social, com a intolerância e com a falta de oportunidades”. Para o parlamentar do PSOL, o DF dá um salto civilizatório ao atacar “um problema grave de saúde pública, atuando de forma preventiva e sensibilizando a sociedade para um tema que ainda enfrenta muitos tabus e desinformação”.

O deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) durante a 22ª Parada LGBTS de Brasília. (Foto: Ernane Queiroz/Gay1)

Levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB) revela que das 445 mortes de LGBTIs no Brasil, no ano de 2017, 58 foram suicídios. Dentre os fatores que impulsionam o suicídio estão a depressão e a intimidação sistemática (bullying). O levantamento destaca, ainda, que a discriminação e o bullying são apontados como principais causas de depressão e do cometimento de suicídio de pessoas LGBTQI+. Pesquisa realizada pela Universidade de Columbia constatou que a população LGBTQI+ tem cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que os heterossexuais cisgêneros; esse número pode ser potencializado em 20 vezes caso o ambiente em que se encontra o indivíduo lhe seja hostil.

Uma das justificativas para a criação da Lei é a de que há um forte tabu social em torno da abordagem de assuntos como orientação sexual e identidade de gênero, o que pode agravar a invisibilização sistemática da sexualidade LGBTQI+ nos ambientes sociais, escolares e laborais, contribuindo para o aumento dos casos de depressão. “O suicídio LGBTQI+, portanto, deve ser entendido como um tipo endêmico, pois além de apresentar as causas mais comuns relacionadas ao suicídio, apresenta peculiaridades vinculadas ao recorte de gênero e orientação sexual”, destacou o documento submetido à aprovação dos deputados Distritais, em junho deste ano, e encaminhado ao GDF para apreciação.

Fonte: Gay1

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